O que devo saber quando me torno bolsisa do LEC?

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Ooops!!! Parece que o BLEC está fora do ar.



Tabela de conteúdo

Motivação para este documento

O LEC é um ambiente muito complexo de trabalho. Usualmente existem vários projetos ocorrendo simultaneamente envolvendo dezenas de pessoas, muitas das quais envolvidas em vários deles. Não é incomum o bolsista ser solicitado a auxiliar em uma tarefa de um outro projeto, o que muitas vezes pode deixá-lo confuso. Além disso, os bolsistas e orientadores possuem diferentes formações e trabalham ou estudam em diferentes unidades da universidade, o que pode tornar a discussão e a compreensão sobre determinados assuntos e problemas muito complexa devido Ã? s diversas abordagens.

Mas com certeza, a maior dificuldade e o maior benefício que se desfruta ao trabalhar no LEC é a enorme autonomia que o bolsista recebe. Lidar com essa autonomia é difícil, pois usualmente não estamos preparados para ela. O objetivo deste documento é dar algumas orientações para vocª, novo membro da equipe, de como o LEC funciona. Quando eu entrei no laboratório, gostaria de ter lido um documento como este.

O que é o LEC

Essa com certeza é uma pergunta muito difícil de responder. Não por causa dos 30 anos de história do laboratório, mas pela dificuldade em se fazer uma Ã?ºnica definição. Em linhas gerais, podemos dividir a resposta em duas partes.

Formalmente o LEC é o Laboratório de Estudos Cognitivos, um laboratório de pesquisas que se localiza dentro do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele é Coordenado pela Profa. Dra. Léa Fagundes. A sua fundação data de 1973 e, a partir de então, o laboratório vem dedica-se ao estudo da Epistemologia Genética de Jean Piaget, aplicada em diversos contextos. Desde a década de 1980 que o LEC vem investigando o computador como ferramenta de aprendizagem. Para tanto, desenvolveu diversos projetos que propõe a informática como eixo de mudança das práticas curriculares da escola. Cabe ressaltar que a equipe do LEC é interdisciplinar, sendo que seus pesquisadores provªm de várias unidades da universidade, assim como os seus bolsistas (estudantes de graduação e de pós-graduação).

De uma outra perspectiva, pode-se definir o LEC como um local privilegiado para investigar, refletir e principalmente criar. Ele é um espaço dentro da universidade onde se busca promover mudanças na educação, onde todos são convidados a contribuir, ao investigar e desenvolver soluções criativas para problemas complexos que envolvem a aprendizagem. Um lugar onde suas idéias são respeitadas, indiferentemente do seu grau de formação, e onde se atribui o maior respeito e entusiasmo pelos bolsistas ainda em formação. Um ambiente para se aprender e ensinar, onde o que se cria, faz diferença. Em suma: um lugar para se sonhar grande.


Mitologia do LEC

Como qualquer comunidade na qual as pessoas passam muito tempo juntas, o LEC também desenvolveu uma mitologia própria, repleta de contos e :lendas. Esses elementos estão constantemente interagindo com as pesquisa do LEC, seja como personagens, conceitos ou pequenas brincadeiras. O centro da divulgação dessas histórias é o blog-pasquim pseudo-clandestino LEC News. Faz muitos anos (mais de 20, na realidade) que se tenta tirar de circulação essa fonte de infâmias. Mas (in)felizmente, ventos orientais falsificados em São Paulo sempre mantém ele reeditado em novas tecnologias.

Meu primeiro dia de trabalho no LEC: por onde eu começo?

Essa é uma pergunta muito boa. Diz-se no LEC que a maior parte dos bolsistas caem de pára-quedas no laboratório. Isso gera uma sentimento de desorientação nos novos membros da equipe, semelhante a de alguém perdido no meio do mato, sem saber por onde começar.

O mais comum é a chegada dos bolsistas por meio da indicação de algum professor, que normalmente orienta o pretendente a bolsista, para falar com algum responsável pelo LEC. Ã?â?° mais normal ainda não avisarem essa pessoa que vocª vai orientá-la. Resumindo, a confusão está armada. Por este motivo o melhor conselho é: mantenha-se informado, para poder explicar ao "responsável do laboratório" o que o leva vocª a estar nele. Fazendo isso já é meio caminho andado para o seu ingresso no ambiente de trabalho do LEC. Ah, e também é bom que se saiba, pelo menos, para qual projeto vocª irá trabalhar.

Bem, se vocª está lendo esse documento, já um bom começo!

Navegar pelo site do LEC pode ser uma boa forma de começar a compreender a complexa estrutura de projetos e cursos que sempre estão em andamento. Visitar os sites dos diversos projetos também é interessante, começando por aquele para o qual vocª foi contratado. Caso o seu projeto não possua uma site ainda, informe-se se algum está sendo o elaborado e tente participar do seu processo de construção. A elaboração de um site sempre é um ótima forma de compreender os objetivos de um projeto.

Uma outra prática importante é ler o documento da proposta do projeto para o qual vocª foi contradado. Toda vez que o LEC recebe algum recurso de uma entidade financiadora, este que paga a sua bolsa, ele submete um documento descrevendo o projeto que será realizado. Esse documento normalmente estabelece quais são as metas do projeto, os resultados esperados, a metolodia que será empregada, etc. Conhecer essas informações é algo importante para vocª se contextualizar e saber como manter o foco do seu trabalho. Se já existe um site do projeto, o documento provavelmente estará disponibilizado lá.

Outro ponto importante é mostrar que agora vocª faz parte do laboratório. Para tanto, vocª deve preencher o seu cadastro neste Wiki e criar uma página descrevendo um pouco sobre vocª. Existem vários usuários cadastrados atualmente e vocª pode pegar seus profiles como referªncia. Entretanto, lembre-se: eles são apenas uma referªncia, não os altere de modo algum. Lembre que vocª tem total liberdade para fazer o seu próprio profile. Após feito isso, vocª deve criar um link para o seu nome na seção Equipe. Para facilitar a sua vida, criamos um pequeno tutorial Cadastrando-me no Site do LEC.

Além disso, também é importante vocª criar um Blog no BLEC. Na próxima seção vamos falar mais sobre esse assunto.


Como eu Organizo o meu Tempo de Trabalho

   * metodologia 70%-10%-20%

Escrever, Escrever, Escrever

Escrever é um dos hábitos mais importantes que vocª deve desenvolver dentro do LEC. Existem vários motivos para isso, mas o primeiro é que o LEC encontra-se dentro de uma universidade federal, cujo objetivo principal é a produção e socialização do conhecimento, o qual usualmente é repassado para a sociedade por meio de algum tipo de publicação. Outro objetivo é dar uma formação científica para os bolsistas, na qual aprender a se expressar por meio do texto escrito é fundamental.

Além disso, escrever rotineiramente sobre as suas atividades é uma forma de manter o registro de suas atividades. Ao longo os projetos, os bolsistas são solicitados a redigirem relatórios. Esses relatórios servem como base para os orientadores acompanharem a execução das atividades e para eles prestarem contas aos orgãos financiadores. Portanto, é realmente importante que esses documentos sejam bem escritos, tanto em sua forma, como na profundidade do seu conteÃ?ºdo. A melhor forma de atingir esse resultado é por meio de uma prática constante, publicando os textos em um local onde possam ser lidos e discutidos. Um registro periódico também é uma forma de vocª se lembrar do que estava fazendo em determinada semana, o que pode ser um elemento importante quando os relatórios são sobre épocas passadas há algum tempo.

Outro ponto que cabe ser ressaltado, talvez o mais importante deles, é que escrevendo cria-se a oportunidade da comunidade do LEC conhecer vocª e vice-versa. Como o laboratório é um local onde se estuda o processo de conhecimento, é importante observarmos os pontos de vista de todos os membros da equipe. Apreender sobre o colega de trabalho é uma forma de aproximar-se dessa pessoa. Pelos seus textos podemos descobrir o que o motiva, quais são seus sonhos, seus medos, suas idéias geniais e suas grandes dÃ?ºvidas. Saber admirar e respeitar cada um é uma forma de se tornar parte não só da equipe, como também do grupo de amigos que forma o laboratório.

Com o objetivo de criar um espaço que possibilite tanto a reflexão filosófica quanto o desabafo pessoal é que criamos o BLEC. O Blec é um sistema de blogs onde cada bolsista do LEC é convidado a se cadastrar e a escrever com freqÃ?¼ªncia. Pode-se escrever sobre qualquer coisa: trabalho, idéias, dÃ?ºvidas, doenças, sobre o time de futebol ou a briga com a namorada. O importante é escrever, sempre!

O que se espera de um bolsista do LEC

Uma das coisas mais importantes quando se ingressa em um novo ambiente de trabalho é descobrirmos o que se espera de nós. Mesmo que as tarefas que devemos realizar sejam bem definidas, há uma série de expectativas implícitas que descobrimos apenas com o tempo. Apesar de ser muito difícil falar sobre o que o laboratório espera de um novo bolsista, podemos dar algumas pistas.

Mas enfim, o que o LEC espera do novo bolsista? O Máximo!!!

Confuso? Bem, isso quer dizer que o LEC é um local de trabalho exigente, onde se busca o rompimento de paradigmas e a inovação. Entretanto, nenhuma dessas coisas vem facilmente, elas exigem superação da equipe. E para que isso ocorra é necessário que todos os membros da equipe superem suas limitações. Isso faz com que, ao longo dos projetos, os bolsistas acabem aprendendo muito e se desenvolvendo. Ã?â?° isso o que o LEC mais espera de um bolsista.

Outro ponto importante é a autonomia. O bolsista deve ser autÃ?´nomo para buscar a solução para os seus problemas. Isso não quer dizer que ele não encontrará suporte nos seus colegas, mas sim que esses também estarão empenhados também em resolver outros problemas. Então, cabe ao bolsista investigar e compreender a dificuldade que ele está enfrentando, até mesmo como uma forma de realizar uma pergunta mais qualificada para o seu colega. Ã?â?° importante ter claro que o bolsista não será "treinado" para realizar uma tarefa e então será colocando para executá-la. O bolsista é um investigador em formação e é tratado como tal, com todo o respeito e as obrigações da terefa.

Por Ã?ºltimo, e mais importante, é que o LEC e os orientadores e colegas dos novo bolsista esperam comprometimento com o trabalho a ser realizado e, portanto, responsabilidade. Cabe ao bolsista saber quais os objetivos do projeto ao qual está vinculado e qual o seu papel nele. Ele deve empenhar-se para que o projeto seja bem sucedido, não apenas realizando suas tarefas, mas procurando ir além. Quando um projeto fracassa, não adianta pensar "mas eu fiz a minha parte", pois toda a equipe fracassou. Muitas vezes é necessário trabalhar além do previsto inicialmente, até mesmo "virando" várias noites trabalhando dentro do LEC.

Uma forma de comprometimento é com a equipe do laboratório. O LEC não possui uma equipe fixa, e todos que trabalham ali estão vinculados a projetos. Esse contexto faz com que, muitas vezes, seja necessário realizar tarefas que não estão diretamente vinculadas Ã? s atividades do projeto, mas são parte do trabalho realizado para manter o LEC funcionando. Nesses casos, o bolsista deve estar comprometido com o LEC de forma a suportar seu funcionamento. Sem esse tipo de trabalho, não seria possível manter a infra-estrutura do laboratório, nem captar novos recursos.

Do mesmo mode com que o bolsista se compromete com o LEC, o LEC também se compromete com o bolsista. Isso pode ser constatado em várias circunstâncias, como na época de provas da faculdade, nos momentos de dificuldades pessoais ou na busca por bolsas mais adequadas as atividades sendo realizadas.

Por que usar software livre?

Desde 2001, a filosofia do Software Livre vem se tornando mais conhecida no Brasil, principalmente em cidades como Porto Alegre. Desde essa época, o LEC vem utilizando e produzindo software livres. A Profa. Léa é reconhecida pela comunidade do Software Livre como uma das pessoas que defende o uso deste tipo de software nas escolas. Existem várias razões para essa posturas.

A primeira, mas não a mais importante, é financeira. Desenvolver software dentro de um modelo proprietário custa muito dinheiro. Ã?â?° necessário possuir licenças para os sistemas operacionais, os compiladores, os depuradores, os programas gráficos, os servidores Web e até mesmo para os editores de texto para redigir as documentações. Cada uma dessas licenças pode custar até alguns milhares de doláres. Considerando que usualmente as verbas para pesquisas são sempre limitadas, a compra de softwares poderia inviabilizar os projetos, ou, ao menos, limitar os gastos com pessoal. Com menos pessoas trabalhando, aqueles que estivessem realizando o trabalho ficariam sobrecarregados para cumprir os prazos, o que inviabilizaria o tempo para a discussão, para a reflexão e para a descontração, todos esses elementos essªnciais do processo criativo. Graças aos softwares como o Linux, o Apache, o PHP, o OpenOffice, entre tantos outros, hoje é possível realizar um trabalho que no passado seria impossível. Além disso, em um pais com recursos limitados como o nosso, existe uma questão moral relacionada ao gasto com esse tipo de sistema. Ã?â?° ético um projeto de pesquisa gastar o equivalente a 1 ano de bolsa para um graduando, na aquisição de uma licensa de uso para uma máquina de um sistema operacional e um editor de textos?

Talvez essa questão financeira pareça um pouco deslocada, na medida em que por meio da pirataria é possível obter os software que eu preciso para realizar minhas atividades. Entretanto, se o uso de softwares proprietários é questionável, piratear software não é somente um ato repreensível, é criminoso. Quando se pirateira um software, se está ignorando uma determinação do proprietário do software, que exige um pagamento pelo uso do seu trabalho (o software). E como qualquer usurpação da propriedade alheia, é um roubo. Apesar da comunidade do software livre discordar em relação a existªncia de propriedade sobre o software, ela respeita os direitos e a opinião dessas pessoas e empresas que produzem softwares proprietários. Por isso é que ela cria versões alternativas para os software proprietários, sem infringir os direitos daqueles que acreditam nessa forma de ver o mundo.

Mais importante do que a questão financeira, é a questão filosófica que o Software Livre levanta, porque ela fala sobre propriedade sobre o conhecimento e não sobre tecnologia apenas. Por estarmos dentro de uma Universidade Federal, estamos todos usufruindo do investimento que a sociedade faz nessa instituição. Nada mais natural é que, ao realizarmos descobertas e avanços, compartilhemos esse conhecimento com o resto do mundo. Quando esses avanços se concretizam na forma de um software, nada mais natural que vocª deixar disponível o trabalho que vocª realizou para que outras pessoas usufruam dele, seja como usuários, seja dando continuidade aos seus projetos. Nada é menos passível de propriedade de que uma idéia: Caso eu compartilhe minha idéia com vocª, eu não ficarei com meia idéia, mas nós teremos duas. Com software é semelhante. Compartilhar seus programas com o mundo, não faz de vocª menos autor deles. Pelo contrário, é mais provável que vocª seja reconhecido por eles, e que juntamente com outras pessoas, vocª consiga desenvolve-lo a um nível que jamais sonhou.

Isso leva ao nossa outra questão. A comunidade do Software Livre tem mostrado que é possível contribuir uma sociedade baseada em cooperação, respeito mÃ?ºtuo e solidariedade. O desenvolvimento de software complexos como o Linux, o Mozilla Firefox e o OpenOffice mostram como uma comunidade auto-organizada pode construir grandes softwares sem uma grande corporação regulando o processo. Essa idéias, de respeito pelo próximo e trabalho cooperativo são a base de muitas idéias que tentamos passar para os alunos em nossas escolas (cf Porque as escolas devem utilizar Software Livre), e cujos exemplos são tão raros atualmente.


Tudo bem: como eu começo?

Apesar do Software Livre ter evoluído significativamente nos Ã?ºltimos anos, ainda existem algumas tarefas nas quais vocª vai precisar de um software proprietário. No entato, utilize software livre em todas as tarefas que não se enquadrem nessa situação. No LEC, quase todos os equipamentos tem sistemas operacionais livres instalados. Mesmo quando o sistema operacional for proprietário, utilize ferramentas livres. No laboratório a maior parte das pessoas estão habituadas a utilizar esse tipo de software e prestarão todo o auxílio nescessário para vocª.

Tecnologia disponível

Infra-estrutura tecnológica disponível

O LEC possui uma boa [Infra-estrutura|infra-estrutrura]] tecnológica. Existem vários servidores que provém vários serviços para atender a diversos propósitos. A maior parte desses serviços é sustentado por sua conta de usuário. Ao entrar no LEC cada usuário recebe um cadastro com uma conta de usuário. Essa conta se constituí de um nome de usuário e uma senha que lhe proporcionam acesso aos serviços. Alguns dos serviços diponíveis estão listados abaixo:

acesso as Sunrays
sua conta possibilita que vocª tenha acesso, utilizando seu nome de usuário e senha, aos terminais Sunrays do LEC;
e-mail
uma vez que vocª receba sua conta, automaticamente receberá um e-mail nome_de_usuario@lec.ufrgs.br". Vocª pode configurar o seu e-mail para acesso pop, imap ou utilizar o webmail. Veja mais detalhes em Utilizando o E-mail do LEC.
Diretório Home
sua conta também serve para acessar os nossos servidores utilizando o protoloco SSH. Vocª poderá acessar de qualquer lugar conectado a Internet todos os seus dados. Esse espaço é chamado de diretório home, pois é um espaço privativo. Ele é compartilhado com as Sunrays, de forma a tornar sua vida mais fácil. Outra vantagem é que existe um processo de backup que periódicamente salva os arquivos ali guardados. (Veja Gerenciando seu diretório HOME)
Espaço para página pessoal
dentro do seu diretório home, existe uma pasta chamada public_html. Tudo o que vocª colocar dentro desta pasta será mapeada para a o endereço http://www.lec.ufrgs.br/~nome_de_usuário.

Para os bolsistas que vão trabalhar com desenvolvimento, existem vários serviços extras, como o servidor para desenvolvimento PHP, o servidor de testes para Java, o repositório Subversion. Para saber mais sobre esses serviços, veja o link Desenvolvimento no LEC.

Além dos serviços de rede, usualmente cada bolsista possui um Desktop (computador) ou um terminal Sun-Rays, dependendo do trabalho que irá executar. Caso vocª possua um computador, cabe a vocª manter ele funcionando.

Infraestrutura nem tão tecnológica

Ferramentas pessoais
Espaços nominais
Variantes
Ações
lec
comunidade
Navegação
Ferramentas