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Perguntas mais frequentes sobre o Projeto UCA

O que é o Projeto UCA?

O Projeto UCA, Um Computador por Aluno, é uma iniciativa do Governo Federal que, desde 2006, investiga a possibilidade de adoção de laptops educacionais de baixo custo como um meio de elevar a qualidade da educação pública brasileira. O projeto sustenta-se na proposta pedagógica denominada modalidade 1:1, que busca contemplar cada estudante e professor da rede pública de ensino básico com um laptop educacional.

Qual é a participação do LEC no projeto?

Em dezembro de 2006, o LEC foi convidado pela Assessoria da Presidência da República e pelo Ministério da Educação a coordenar a experiência pré-piloto do Projeto UCA no Rio Grande do Sul. A iniciativa envolveu, em sua primeira fase, cinco escolas de diferentes regiões do país – São Paulo (SP), Piraí (RJ), Palmas (TO), Brasília (DF) e Porto Alegre (RS) –, que testaram três modelos de equipamentos: Classmate, fabricado pela empresa Intel, Mobilis, criado pela empresa Encore e XO, desenvolvido pela organização não governamental OLPC. O papel do LEC era realizar, do ponto de vista técnico e pedagógico, o acompanhamento e a avaliação da experiência de inserção dos laptops na escola, além de construir modelos de referência para o futuro projeto em larga escala. Em 2010, teve início o piloto do projeto, com aproximadamente 300 escolas contempladas em todo o Brasil, utilizando o laptop do consórcio CCE/DIGIBRAS/METASYS. Hoje, o LEC coordena a formação de multiplicadores dos estados da região Sul do Brasil e do Amazonas, que deverão promover a disseminação de metodologias de aprendizagem envolvendo a inserção da escola na cultura digital e aspectos técnicos concernentes ao projeto nas diferentes escolas desses estados.

Minha escola também pode participar?

As escolas participantes do piloto foram escolhidas por meio de critérios estabelecidos entre o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (CONSED), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), a Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação (SEED/MEC) e a Presidência da República. É importante destacar que o LEC não é o responsável pela indicação ou seleção das cidades e escolas que integram o UCA. Nosso esforço tem como propósito oferecer subsídios técnicos e pedagógicos para auxiliar as agências governamentais a compreenderem o contexto complexo de uso dos laptops e colaborar para que, em breve, todas as escolas públicas brasileiras possam contar com a modalidade 1:1 em suas práticas.

O que é a metodologia de aprendizagem por projetos?

A metodologia de aprendizagem por projetos é a proposta metodológica do LEC para a transição de um modelo instrucionista de ensino a uma pedagogia centrada na aprendizagem do aluno. Com os projetos de aprendizagem (PAs), ao contrário do que acontece nas aulas tradicionais, são os alunos que escolhem os temas a serem estudados, com base em suas necessidades, curiosidades e motivações, e os assuntos são trabalhados de maneira interdisciplinar. A idéia é permitir que os estudantes se tornem autores de seu conhecimento, passando de receptores a agentes no processo de aprendizagem. Os professores, por sua vez, substituem o papel de transmissores de informações pelo de orientadores e parceiros dos aprendizes. Experiências realizadas ao longo dos 30 anos de pesquisa do LEC e fundamentadas na metodologia de aprendizagem por projetos, como o Projeto Amora, têm demonstrado os satisfatórios resultados dessa modalidade. Autonomia, pesquisa, construção, interação e socialização das produções são algumas das possibilidades dos PAs enriquecidas na integração às tecnologias da informação e comunicação, especialmente com a mobilidade e a apropriação proporcionadas pela adoção da modalidade de aprendizagem 1:1.

Conheça mais sobre a metodologia na obra Aprendizes do Futuro: as inovações começaram.

O que muda na modalidade de aprendizagem 1:1?

As propostas brasileiras anteriores ligadas à informática na educação tinham como modelo a utilização compartilhada de máquinas em ambientes de laboratório. Mas esse formato, na maior parte dos casos, proporcionava aos alunos um acesso limitado aos computadores. Além disso, a escola não alterava as suas práticas pedagógicas frente à inserção do computador. Não havia, assim, uma relação de apropriação do computador pelo aluno. A modalidade de aprendizagem 1:1 favorece, além da mobilidade, a experiência de uma verdadeira imersão do estudante na cultura digital.

Por que nos baseamos nos PCNs?

As normas que regulamentam o sistema de ensino no Brasil são extremamente democráticas. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira assegura à cada comunidade escolar a liberdade e a responsabilidade pelo planejamento e pela realização de seu próprio projeto político-pedagógico. Os PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais – alinham-se com a perspectiva da construção do conhecimento, apresentando uma abordagem aberta do currículo e observando a enorme diversidade cultural brasileira. Privilegiam a interdisciplinaridade e definem como conteúdo curricular conceitos, atitudes e habilidades, valorizando aspectos como convivência, cooperação e solidariedade.

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