Piloto UCA - A Implantação do Projeto

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A Escola Estadual Luciana de Abreu recebeu da ONG OLPC um total de 100 laptops do modelo XO. Os equipamentos chegaram em dois lotes de 50 unidades, nos dias 19 de março e 7 de abril de 2007. Além dos laptops, a ONG OLPC também entregou Ã?  escola um carregador com capacidade para recarga rápida de 10 baterias e 15 baterias extras.

O primeiro lote de laptops foi entregue no dia 20 de março aos alunos da 4ª série do ensino fundamental, turmas 41 e 42, com vinte crianças cada. E os 10 laptops restantes foram distribuídos entre os professores das turmas inicialmente beneficiadas pelo projeto (1 laptop para cada professor).

O segundo lote foi distribuído no dia 10 de abril, entre os alunos da 6ª série do ensino fundamental, também divididos em duas turmas: 61 e 62. A seleção das turmas contempladas foi realizada em parceria com a escola, levando em consideração o limite de equipamentos disponíveis naquele momento. As turmas 41 e 61 compartilham da mesma sala de aula em turnos inversos, enquanto que as turmas 42 e 62 também compartilham a sala ao lado (ver ilustração abaixo).

Foto da Porta da sala de aula, após 19 dias de aula com o uso do laptop.

Dificuldades técnicas na inserção dos laptops

Para viabilizar o trabalho com os laptops em sala de aula, dois problemas fundamentais de infra-estrutura precisavam ser resolvidos: rede elétrica e acesso Ã?  Internet. Inicialmente, o problema de rede elétrica era o que mais preocupava. Assim como na maior parte das escolas pÃ?ºblicas brasileiras, a EEEF Luciana de Abreu possui instalações elétricas simples. Cada sala tem apenas duas saídas elétricas, conhecidas como tomadas, uma na frente e outra ao fundo. No entanto, a realização de obras de infra-estrutura para aumentar o nÃ?ºmero de saídas, mesmo que benéfica Ã?  escola, poderia acabar inviabilizando o projeto.

Para solucionar o problema, foram utilizadas duas estratégias simples. A primeira foi a compra de quatro extensões elétricas, com seis tomadas cada, para instalação nas salas, medida que permitiu o início dos trabalhos. Ainda existia a preocupação de que, ao se ligar cerca de 30 laptops por sala, a rede elétrica pudesse ficar sobrecarregada. Mas, como o XO foi projetado levando em consideração a infra-estrutura elétrica precária da maior parte das escolas, funciona com um baixo consumo de energia. Enquanto um laptop de mercado consome 15 watts, o XO precisa apenas de 3 watts. Em laudo técnico, um engenheiro elétrico da UFRGS afirmou que as salas de aula da escola comportariam, sem problemas, mais de 30 aparelhos em funcionamento. Juntos, eles consomem cerca de 150Watts, pouco mais que uma lâmpada elétrica.

A outra alternativa que ajudou a minimizar as dificuldades da parte elétrica veio com a chegada do segundo lote de laptops. Com ele, a escola também recebeu um carregador de baterias denominado gang charger e 15 baterias extras. O gang charger é capaz de carregar 10 baterias simultaneamente em 45 minutos. O equipamento foi instalado em uma sala administrativa da escola, e está sempre em funcionamento. Quando a bateria de um aluno fica sem carga, ele dirige-se Ã?  sala e troca a sua bateria por uma das que estiverem carregadas, processo que diminui significativamente a necessidade de os laptops estarem conectados Ã?  rede de energia.

Atualmente, para manter os laptop funcionando durante as aulas, a escola combina o uso de réguas com o do gang charger. Essa estratégia, que só é viável devido ao baixo consumo de energia do laptop XO, eliminou a necessidade reformas na rede elétrica.

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Parte da planta baixa da EEEF Luciana de Abreu, com as salas de aula benecifiadas pelo projeto até o momento.

A outra dificuldade enfrentada devido Ã?  falta de infra-estrutura adequada ao funcionamento dos laptops diz respeito Ã?  conectividade com a Internet. Os XO possuem acesso Ã?  rede por meio de um tipo de conexão sem-fio chamado wireless, que utiliza ondas de rádio de alta-freqÃ?¼ªncia para transmitir aos aparelhos, via cabeamento convencional, as informações da web. Para tanto, é necessário um pequeno equipamento, conhecido como Access Point, ou simplesmente AP, que realiza a conversão. Ã?â?° ele que transforma o sinal recebido do provedor de acesso via cabo em um sinal de rádio.

O problema é que o AP tem alcance limitado para o atendimento simultâneo dos laptops. Por isso, para possibilitar a conexão todos os aparelhos, foram comprados no comércio local dois APs convencionais. A instalação foi realizada gratuitamente pela Cia de Processamento de Dados do Estado do RGS ââ?¬â?? PROCERGS, e consistiu na fixação de um duto de passagem na fachada da escola e na instalação de um cabo de par trançados. O primeiro AP foi instalado em uma sala de aula, e atende até 50 crianças em diversas partes da escola ââ?¬â?? outras salas, pátio, refeitório, etc. O segundo foi instalado na sala dos professores, e atende Ã?  área comum do colégio. A previsão é de que, com mais 4 APs, toda a escola possa ter sinal de rede wireless.

Além da infra-estrutura de rede wireless, também foi instalado um pequeno computador servidor. Ele funciona como um roteador, compartilhando o sinal da Internet para todos os aparelhos da escola. Mas também serve como servidor de backups, pois armazena os dados de todos os laptops. Isso quer dizer que, caso algum dos XO apresente defeito, as informações das crianças podem ser recuperados e colocados em um novo laptop.


Algumas conclusões

Os dados obtidos no Projeto Piloto de Porto Alegre indicam que a infra-estrutura para implantar o modelo de 1:1 na E.E.E.F Luciana de Abreu mostrou-se economicamente mais viável que um laboratório de computadores convencionais. A instalação de um laboratório de informática requer uma sala especial, a qual deve ser segura, ter ar-condicionado e cabeamento lógico para cada um dos computadores, além de móveis e rede elétrica especialmente adaptada. Nenhum desses itens foi necessário para a instalação dos laptops XO na escola piloto. Além disso, a necessidade de manutenção dos laptops é muito menor que a dos laboratório convencionais.

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